sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Por descuido ou poesia


"As coisas tangíveis 
   tornam-se insensíveis 
   à palma da mão". 
   




Gosto de você. Mesmo sem conhecer direito o cheiro. As idiossincrasias. O peso dos teus dedos. O franzir de sobrancelhas durante alguma conversa esquiva. Você, tão parecido comigo, mas de uma maneira completamente diferente. Você, que não me vê.


Em meus devaneios marquei encontros contigo à meia luz. Vi filmes de mãos bem dadas. Tomei banhos de mar. Escrevi roteiros do teu corpo só para percorrê-los, um a um, com o meu. Dancei sambas e bossas, à tua espera, na bagunça do meu apartamento.


Você é diferente. Acho que você vale a pena. Por isso, insisto. E sou paciente. E espero.




3 comentários:

Anônimo disse...

Li o seu texto e adorei. Agora vem a parte difícil de admitir (sim, porque daí a ser considerado um stalker é um passo! haha) que acabei lendo todos os outros e eu preciso dizer: você é brilhante e apaixonante.

Paola C. disse...

Gentileza sua! Obrigada!

Anônimo disse...

Não mesmo, honey. Não mesmo. Fascinante (porque apaixonante eu já usei ali em cima) ler sobre os últimos 6 anos de uma criatura tão delicada e suave; acompanhar as listas de resoluções das coisas a se fazer, os encontros, os pensamentos e os percalços. E agora, pensando bem, desculpe-me pelo "criatura" haha. Promete que continua escrevendo? (e agora me sinto invadindo)