"Still
I'm glad for what we had
and how I once loved you..."
Nessa noite fria, em que não se
enxerga nada além da neblina espessa misturada a escuridão, te resgato numa
epifania sem propósito definido. Depois
de quase dois anos sem te escrever, tive vontade de me contar.
Nesse tempo sem você vaguei, por
vezes, por essas ruas do rio sem o teu olhar para me guiar. Conheci a cidade
por outro ângulo. Caminhei sozinha pela Nascimento Silva. Fotografei. Redescobri
a Lapa e suas esquinas. Me apaixonei. Jantei em lugares que nunca fomos.
Aprendi novos sambas. Gostei mais da minha própria pele. Vi gente morrer sem
poder fazer nada. Estive lado a lado do meu pai durante longos segundos de uma
parada cardíaca. O vi voltar à vida. Chorei agradecida aos pés do Cristo,
sempre tão redentor. Fiz meu esse lugar outrora tão seu. Me despi dos meus
próprios preconceitos. Me libertei de você. De mim mesma. Das amarras que aceitei,
dia a dia, sem me resignar. Sem me subverter.
Quando paro e olho para trás, sei que a gente
poderia ter se poupado. A gente deveria ter se poupado: mas eu não soube perder. Nunca soube.
Hoje, um pouco mais madura, vejo que você faz parte do que me fez crescer. Por tudo isso, te agradeço. Zero as nossas contas. E, se fecho os olhos, posso aproveitar por alguns instantes tudo aquilo que tínhamos de melhor.
Hoje, um pouco mais madura, vejo que você faz parte do que me fez crescer. Por tudo isso, te agradeço. Zero as nossas contas. E, se fecho os olhos, posso aproveitar por alguns instantes tudo aquilo que tínhamos de melhor.
11 comentários:
Confesso que fiquei um pouquinho ofendido quando o meu último comentário ficou sem uma réplica. Na mesma medida em que me senti lisonjeado quando o primeiro fez jus a uma. Mas isso é só o meu lado mocreia que vem, fica por um tempo, mas vai embora logo haha. Agora, sobre o texto: a sua paixão me fascina.
E você, quem é?
Pra ser bem sincero, pensei em tantas possibilidades de respostas mas nenhuma agradou de verdade. Então acho que vou usar a mais sem graça delas: alguém que leu todos os seus textos e ficou completamente fascinado(é, tô usando essa palavra demais, eu sei, mas é a que melhor descreve o meu "sentimento" em relação a você. Putz, que papo é esse de sentimentos!? melhor colocar em aspas pra dar uma aliviada) pelo que leu.
Sei lá, eu me dentifiquei com todas histórias sobre os relacionamentos... não com as histórias em si(apesar de eu ter umas bem surreais para contar), mas com toda essa paixão e vontade. E pensando "what a shame..." por ver uma pessoa que escreve coisas tão belas e que se entregaria por completo a alguém, sofrendo(e, no alto do meu narcisismo, também me incluindo nesse pólo passivo). "...Por não puxar a tomada ao ver a agonia do outro."
O viver é, definitivamente, de se entregar! Fiquei satisfeita com a resposta. Seja sempre bem vindo!
Obrigado, honey. Acho que devo ter disparado a contagem de visitas do blog. Confesso que entrei aqui algumas - muitas - vezes pra ver se você já havia respondido. =]
Gostaria de poder conversar com você agora.
Algo errado?
É... estava bem pu*o com algumas coisas. Uma coisa na verdade. Teria sido legal achar você online e talvez conseguir trocar uma mensagem ou duas, então decidi tentar e escrevi aqui. Coincidências são legais =)
E você, está bem? Faz tempo que não escreve... (não, isso não é e nem poderia ser uma cobrança)
Torço para que tudo se ajeite e você fique bem! Por aqui, tudo certo. Sobra tempo, mas falta inspiração! Cuide-se bem!
Obrigado, darling! Você também! =]
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