"Ah, tem uma repetição, que sempre outras vezes em minha vida acontece. Eu atravesso as coisas - e no meio da travessia não vejo! Só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e chegada. Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?"
Refaço, redigo, pondero. Escrevo, apago, repenso, mas sigo. Sigo atolada até a alma num cotidiano frustrante que, ao final de cada mês, recompensa com o vil metal que uso para esquecer os amores que desfiz com os próprios dedos, a negligência com os carinhos de casa, a solidão que me navega e a inutilidade que é correr de sol a sol perseguindo os desejos dos outros enquanto ainda há tanta vida por se enfrentar por ai. Enquando ainda há tanto por se viver por ai.
Sigo.
Até o dia em que.
Até que.
4 comentários:
Seus pés! =]
Vida de adulto é uma droga, né? Tirando a parte de ir ao supermercado e poder encher o carrinho com todas as baboseiras que quiser... a rotina e as limitações realmente são uma droga. Me fala, entre o lá e o cá você ainda vem pros rumos de Zebucity?
Péssima! Às vezes...
Tô pensando em te falar um 'oi'.
Esperarei! Cuide-se!
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